domingo, 20 de março de 2011

Sentidos: Visão

Visão é a capacidade de visualizar objetos e pessoas.
É um sentido dotado de grande complexidade. Os olhos transmitem imagens deformadas e incompletas do mundo exterior, o cortez filtra e o cérebro interpreta.

E o que é possível ver? Será que todos veem as mesmas coisas?

Dirija por uma estrada... ao visualizar a copa de uma árvore, a imagem que nos vem na mente é uma árvore inteira, mesmo que seja diferente daquela quando nos aproximemos. Quando se lê palavras com  letras eabmharaldas e possível saber qual palavra é, desde que a primeira e a última letra estejam em seus lugares. O cérebro trabalha por mimetismo, associação.

Se é assim com as palavras, não poderia ser com as imagens? Pesquise as ilusões de ótica! Aquelas imagens duas em uma. Os olhos enxergam também por escolha.
A visão de mundo é em grande parte auto-produzida. Se lhe pedirem para imaginar um vaso para flores de 20cm de altura. Sua percepção lhe mostrará um vaso naquela dimensão, mas esta percepção não permite saber se o vaso é de resina, cerâmica ou vidro. A visão e a percepção do mundo é limitada nos seres humanos.

Nota: A visão tem um limite surpreendente. É possível ver a 15 km de distância, a chama de uma vela, em condições normais do ar.

Vemos o que já está pré programado, é uma função do nosso cérebro. Também é possível criar novas magens mentais, novas associações. É só tentar! Sem receios.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sentidos: Audição

Um dos geradores da incompreensão entre pessoas é o próprio sentido da audição. Sim, por que o aparelho auditivo apenas capta os sons.

Quando se ouvem palavras, elas podem ter ou não sentido. E o sentido dessas palavras define a atenção que elas terão de quem as ouve. Pode-se ouvir, de tudo que foi dito, apenas o que é conveniente ou válido. Ouvir é simples, não exige esforço, somente repouso e capacidade auditiva.

Há um outro uso para este mesmo sentido, o escutar. Escutar é entender, é usar a alma juntamente com o sentido. Escutar inclui ter sensibilidade e intuição. Inclui perceber o que foi dito. E assim, as palavras tornam-se idéias e sentimentos. Sendo asim é possível compreender as idéias, os sentimentos e desejos do outro.

Aprende-se erroneamente que a divergência de opiniões é algo ruim! A divergência edifica, faz evoluir, permite que aprendamos a lidar com o outro, com o que pensa e sente.

Quando se escuta um ao outro não existe perdedor ou vencedor, não existe certo e errado. Existem dois pontos de vista. Dois universos diferentes aguardando serem aceitos, não simplesmente ouvidos, mas compreendidos.

Até que ponto usa esse sentido? Limita-se a apenas ouvir?
Escutar é esclarecedor, é ser aceito com respeito.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nosce te Ipsum...

Para quem assistiu Matrix, a Trilogia, esta frase é conhecida!
Um dos aforismos de Sócrater e quer dizer: "Conhece-te a ti mesmo"

Propondo uma reflexão... você se conhece? Sabe dizer seus pontos fortes e fracos? Os momentos mais marcantes de sua vida? O que tem feito para modificar aquilo que não gosta em você mesmo?

Pois é... no dia a dia, por mais que seja exigido pelos acontecimentos conhecer um pouco mais a si mesmo, é mais fácil e simples saber do outro, deixar-se levar por fofocas e conversas. Essa facilidade pode ser compreensida como uma fuga, um mecanismo humano de defesa. Criticar, julgar, apontar, condenar e censurar o que se vê de errado nos outros pode ser um reflexo da própria imagem. Parece complicado, mas isso é um fenômeno chamado projeção. Quando não se olha para dentro, tende-se a projetar em outros o que diz respeito a si mesmo. É comum não ver em si mesmo o que parece claro e óbvi nos outros.

Essa frase de Sócrates data de 470 a.C, o que nos faz perceber o quanto se é ignorante e o quão antiga é essa busca pela consciência de si mesmo.  Ignorância é deixar-se em segundo plano e pensar que os defeitos e qualidades do outro são mais importantes e que merecem mais atenção.

Não quero dizer para transformar ignorância em egoísmo! Tudo precisa estar em equilíbrio e para explicar de forma mais simples... VOCÊ em primeiro lugar!! Preocupe-se com o outro em segundo plano ou ao menos na mesma intensidade. E a propósito: quando fazemos algo por alguém e isto lhe compete, não é uma forma de dizer que ele não é capaz de fazê-lo??

O crescimento de cada um é de sua propria responsabilidade, portanto conhecer-se é nossa missão de vida!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Medo da solidão...

Ainda ontem conversava com uma amiga. Notei seu triste semblante, olhos até acinzentados de quem não "prega o olho" há dias com eficácia. E numa conversa franca notei que o que ela sente é medo de estar só!

Solidão não é sentir falta de alguma coisa ou de alguém. É estar rodeado de gente, possuir o que se deseja e ainda assim, sentir dentro de si aquele vazio.

A solidão se instala por que dentro de nós existe espaço para ela.

Se sentir só não é porque algo externo lhe falta, é por que falta algo em si mesmo. E o que faz falta?

Faz falta o ser importante pra alguém, o ser alguém, o dividir, o compartilhar, o ser. E só se é quando se faz!

Freud já dizia que somente somos alguém quando alguém nos vê. Estou falando de apreço, de compaixão. A vida é feita de momentos! E em quantos deles realmente ajudaste alguém que necessitava? Em quantos deles uma velhinha precisava atravessar a rua. Em quantos deles alguém na rua pedia por comida, roupas, caridade? Em quantos deles um amigo chorava esperando úm ombro de alguém mesmo que apenas para ouvi-lo?

É disso que estou falando! Há tanto medo que algo externo possa vir a atingir o corpo físico ou emocional e o interno é esquecido. Se o espaço interno não é preenchido, ele fica vazio. Dando agasalho ao que é negativo, trazendo o desequilibrio à nossa energia e causando bloqueios, além de tristeza.

E existe uma vastidão de coisas a serem realizadas. É fácil encontrar alguém que precise de vc!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Máscaras...

Há quem pense que são apenas para usar no rosto como um adereço, um disfarce; ocultando a fronte para que não ocorra o ato de ser reconhecido.

Existem as máscaras do coração e essas não apenas ocultam o que existe de melhor no ser humano, mas o impedem de escolher o amor. São criadas para defesa do bem mais precioso, daquilo que o faz parece um ser frágil. Porém sob o alicerce do medo e da insegurança. Aos poucos, perde-se a identidade. Pois se existe a máscara, ela impede de olhar pra dentro, ela impede muitas vezes de olhar para frente e o amor deixa de ser uma escolha, passando a ser uma associação.

Aqueles cujas máscaras são caras e adornadas são amados por outros com segundas intenções. Aqueles cujas máscaras são da mesma origem são amados por conveniência e conforto e aqueles que se enquadram em padrões de beleza pré-determinado são amados por atração sensorial. As outras, quaisquer que sejam são negadas ou odiadas por não se enquadrarem nas limitadas categorias acima.

Máscaras atraem máscaras... Semelhante atrai semelhante...

Máscaras tornam quem as usa artificiais como elas mesmas são.
E o amor, não é algo que pode ser criado!

Diapa-se! Se és corajoso para aceitar este conselho!
Por que o melhor é enfrentar de peito aberto, viver intensamente e não se arrepender!

Por detrás das máscaras existem seres cheios de luz. Seres de rara beleza, por que esta beleza não segue padrão. Todos a vêem por que é bela a sua verdade, sem margem de associação,

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O presente...

"Where are you? Here
What time is it? Now
Who are you? this moment"

Essa é uma das frases do filme Poder Além da Vida.

Há de se aprender a tirar pra fora tudo aquilo que não importa mais, que não serve mais, para que se  perceba o que acontece e aquilo que realmente importa.

Toda e qualquer coisa que se proponha a fazer há de valer a pena, não é mesmo? Há de proporcionar alguma experiência, crescimento, alegria, evolução. Pois bem, agora cabe a pergunta: Há espaço dentro de si mesmo para tanto?

Mágoas, ressentimento, passado, preocupação com o futuro, isso é lixo sentimental! Jogue FORA! A respeito do que passou, esqueça, já foi! A dor pode parecer grande demais quando se pensar nela. Mas manter o sofrimento por ela é deixar de viver o que a vida lhe reserva e o que seus próprios sonhos lhe reservam.

O que importa é o presente, uma dádiva! E a única chance de viver de modo que faça valer a pena, é valorizando o agora, o aqui, este momento. É a única existência real!

Podem ocorrer situações ruins, mas são passageiras e é preciso aceitar que estão ocorrendo e não se lamentar. Aproveite TODAS as situações para edificar-se. Crescemos quando acertamos, mas muito mais quando erramos. Aceitar é o primeiro passo para evoluir. Já que é inevitável, que seja! Vivencie até o fim ou até a oportunidade de mudar o rumo do que acontece.

É a jornada que vivemos que nos traz o que chamamos de felicidade e não o destino!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Véu de Maya...

E afinal, o que vem a ser o Véu a que tudo oculta??

O conceito é hindu e apesar de amplo, é associado diretamente à palavra ilusão. É o causador da ilusão por via indireta. Mesmo porque ilusórias não são as coisas em si. A ilusão está em não se poder perceber as coisas como são em razão das próprias incapacidades.

Condicionamento, limitação sensorial. Cada ser humano possui realmente e apenas cinco sentidos? Ou seriam 12 segundo Rudolf Steiner ou 21 como muitos dizem e tentam provar? Bom... o ser humano é um ser em constante metamorfose para se auto conhecer, então... a contagem seria crescente.

Não se sabe como as coisas são em si, pois não se pode perceber como são em si. O que se percebe são cores, formas, sons, cheiros, sensações e vibrações provenientes dos objetos e pessoas, captadas pelos sentidos que temos desenvolvidos. O cérebro "formata" essas imagens de acordo com os efeitos neurológicos delas. Por exemplo: quando se come uma torta de queijo deliciosa. Quando ouvir novamente "torta de queijo", logo virão à tona as sensações daquela torta, mesmo que a que está na sua frente seja totalmente diferente. Assim também funcionam as lembranças, os traumas e o carma.

Seres humanos são conscientes das imagens criadas e não dos objetos. Consideram reais as imagens e não os objetos a partir das vribrações emitidas por estes objetos. Assim a matéria e a energia do universo é um poder ezteriorizado. Não de nossa consciência, mas de uma consciência suprema. Estamos interligados por elos invisíveis a tudo que existe, inclusive à matéria.

Como a matéria é uma projeção exterior da consciência é comum pensar que os seres estão separados entre si e assim da natureza e de outros objetos.

Para vencer o véu a que tudo oculta é preciso estar aberto ás impressões de todas as tortas de queijo que aparecerem. ´|E preciso elevar-se da con~dição de mero mortal, religando-se, conhecendo-se! Sendo acima e além de tudo: LUZ!